Ele quis fazer do finito, eterno. Trazer para realidade apenas o que queria cobrir o que existia de vazio dentro dele. Não demorou muito para que caísse em si. Sua razão começara a ver as coisas verdadeiramente como elas eram. Ele tentou fingir que isso era coisa de sua cabeça, e realmente era. Enganou-se com seu pseudo sentimento. Era algo legal, eram momentos bons, mas eram passageiros. Questões de meses tudo parecia esfriar, era como se fosse uma vela que quando acende, a chama é alta e bonita, mas ao passar do tempo à chama esmorece, fica pequena, quase não se ver a luz do fogo. O tal garoto já tinha se acostumado com tal coisa. Ter alguém para conversar toda noite, para colocar apelidos carinhosos, para ver o sol se por juntos, para caminhar de mãos dadas, correr da chuva, abraçar-se e ficar ali alisando o cabelo um do outro, falando coisas bonitas no ouvido, tudo isso é muito bom. Pena que acaba virando rotina, algo monótono. E ele estava começando a desenvolver-se racionalmente. Não que ele tivesse perdido a emoção e o sentimentalismo, mas ele agora estava passando de uma etapa da vida para outra totalmente diferente que requeria um acompanhamento não apenas por carícias, mas por necessidade de ajuda nas horas difíceis, nas horas que precisasse ouvir algo sem se quer fosse preciso ele pedir. Ele poderia ser chamado de garotos de fases, não por mudar radicalmente seus pensamentos, mas pelo fato de estar deixando de ser um garoto e se tornando um homem. Ele buscou flor, encontrou espinhos. Procurou água límpida, encontro acidez... Enfim, procurou ela e não a encontrou. Já era tarde demais. Abrir mão seria uma perda, mas seria necessário. Ele encontrou um novo caminho, e bem próximo. Foi natural, e conseguiu esquecer o caminho anterior e seguiu rumo ao caminho novo, com dúvidas, mas ele sentia que outros caminhos poderiam existir e isso lhe fez acreditar que tomar um novo rumo não seria muito difícil. Colocou uma mochila nas costas e seguiu enfrente, afinal de contas o tempo passa e com ele vão certas coisas que na maioria das vezes não tem volta.Continua...
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