quarta-feira, 30 de novembro de 2011

[...] me arrependo.

Sabe, me arrependo mesmo, me arrependo de todas a vezes que estive contigo e não te beijei, não te abracei, não te sufoquei de carinho, de amor, não segurei tua mão mesmo que só pra ir até o mercado do outro lado rua, não ter te ligado todos os dias pela manhã pra ouvir tua voz rouca de sono dizendo "Bom dia!" quem sabe eu até tivesse sorte e ouvisse você me contar um sonho lindo que teve com "a gente", me arrependo de não ter te dito todos os dias o quão importante era ter você comigo, o quão bom era teu cheiro, teu cheiro mesmo não o do perfume que você usava, aquele cheiro que só você tem, de não ter ligado todas as vezes que tive saudade, me arrependo de ter desviado os olhos de você por o que quer que tivesse sido, me arrependo de ter chegado na tua casa tarde por causa de "rachinhas" com meus amigos, me arrependo de todas as vezes que estivemos juntos não ter olhado no teu olho colocado teu cabelo pra traz da orelha e dizer o quanto era grande meu amor por você, me arrependo de não ter te pedido em casamento ou pelo menos ter concretizado nossos planos em relação a isso, talvez por orgulho, ou birra, talvez estivesse com raiva por alguma besteirinha que você aprontou mas se eu soubesse do nosso futuro teria sim deixado o orgulho de lado e feito tudo isso e até muito mais, infelizmente aconteceu assim, infelizmente acabou e disso eu não me arrependo, não me arrependo do fim mas de tudo que pude fazer enquanto estávamos juntos, mas enfim, já foi, passou.
Adam Magalhães.
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Eu, Victor, particularmente mudaria o final e deixaria: "infelizmente acabou e disso eu TAMBÉM me arrependo, me ARREPENDO do fim E de tudo que NÃO pude fazer enquanto estávamos juntos, mas enfim." Mas é um texto muito bonito. Gostei demais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

3ão.

Quando nos deparamos, tudo mudou. As estações estavam passando, e tudo ao nosso redor se transformando. Não imaginávamos quão rápido seria toda essa mudança, como também, não pensávamos que sentiríamos tanto por essa perda. Como o vento, as coisas passam, e muitas vezes não tem volta. Tudo ao nosso redor parecia ser meramente despercebido, poucos eram os momentos que aproveitávamos, poucas eram as ocasiões que vivíamos com 100% de intensidade. Mas mesmo assim, tudo valeria a pena, tudo valeu a pena. Valeu tanto a pena que hoje podemos olhar para trás e sentir saudade. E a saudade tem o papel fundamental de nos trazer a memória coisas que já passamos e que nos sentimos bem em lembrar. Quantos choros, em? Quantas gargalhadas, desentendimentos (e olha que esses foram tantos), mas até isso será lembrado. Afinal de contas, nem só de coisas boas é a nossa vida. Chegar na sala para descansar, pra não dizer dormir, era a filosofia de muitos, chegar para ficar ligado de corpo e alma, era a vantagem de poucos. Amizades e amores foram formados, outros desfeitos. Portas foram abertas, conhecimentos, amadurecimento. Ah, cada choro e cada riso foram extremamente necessários. Somos felizes de olhar para trás e ver o quanto foi bom cada momento. Carregamos durante todo o ano um teco teco de tamanco, e um “psiu, gente, ainda da tempo estudar pro enem,” não é Idel? Entre tantas e tantas outras formas de expressões. Cada canto dessa Escola, desse nosso mini-mundo, vai ficar gravado em nossas mentes. Agora estamos aqui, chorando por conta que sabemos que ao acordar nos próximos dias não teremos mais aquela velha rotina de virmos para cá, que por muitas vezes parecia ser chata. Mas tenho certeza que todos nós viveríamos tudo outra vez. A partir de agora, vamos sentir um negócio lá dentro que não poderemos explicar, e digo a vocês que isso será a saudade. A vida está nos chamando agora, e irá nos revelar um novo caminho, novas aventuras, um novo mundo. E mesmo se não quisermos, vamos lembrar em algum momento de nossas vidas, alguns desses momentos que vivemos aqui e nada vai conseguir mudar o que ficou. E agora meu terceiro ano, tenho a obrigação de dizer que: ESTAMOS INDO DE VOLTA PARA CASA!